Merece um oscar. Ou melhor, dois! Melhor roteiro e diretor. Quem sabe três, considerando também o de melhor ator coadjuvante? É assim que avalio a “Batalha da Fazendinha”, vivida pelo Galo na noite de 25 de março de 2009, no seu aniversário de 101 anos! Esse sim foi nosso jogo do Centenário!! Esse é o Galo que a massa se identifica e sustenta há mais de um século!
O jogo começou com ares de suspense, quando o Marcos Rocha foi barrado pelo Werley. Virou drama quando tomamos o primeiro gol, logo no começo do jogo. Depois veio o terror, com as notícias de um baleio de gols que nosso rival aplicava lá no Mineirão. Nossos gols perdidos nos faziam lembrar dos clássicos dos Trapalhões: que comédia! Só que dessa vez muito da sem graça...
Porém, como todo bom roteiro, esta história estava prestes a ter uma reviravolta... E ela veio no melhor estilo épico! Quando nosso rival estava certo de nossa entrega, encarnamos o espírito carijó, típico de um Rock Balboa, o Zangalo afiou seu ferrão e, daí por diante, ninguém nos seguraria: gol da experiência aos 91 minutos e gol da juventude, vontade e raça aos 94. “And the Orcar goes to”: Batalha da Fazendinha, como melhor filme. Émerson Leão, como melhor diretor. Melhor ator coadjuvante: Kleber matador.
Pena que não podemos dizer que, nessa batalha, dentre mortos e feridos, todos se salvaram. Afinal de contas, como previsto por mim, o Boa seria um adversário duríssimo. Mas tem gente do outro lado da lagoa p... da vida. Mas isso vai ser outra história. Se será digna ou não de Oscar eu não sei, mas eu acho que já vi esse filme pelo menos 39 vezes.
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